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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Blog - WEB 2.0 em sala de aula



Continuando a série de sugestões de uso da ferramentas de WEB 2.0 em sala de aula, que tal experimentar a autoria coletiva através de um blog para múltiplos escritores?
Um blog por turma. Fácil de acompanhar. Cada aluno com um login e uma senha. Você conseguirá saber que postagem é de quem.
Parece divertido, Certo?
Para começar, elaborei um tutorial para a criação do nosso blog.


Agora, vamos à primeira sugestão de uso.

Crie o Blog.
Na sala de informática, pegue os e-mails dos alunos que já usam o gmail e peça para aqueles que não usam ainda, abrirem uma conta - www.gmail.com. Coloque os novos e-mails na sua lista.
Conforme o tutorial, convide nossos novos escritores a participarem do exercício.
Assim que todos receberem o e-mail, clicarem o link e cadastrarem seus logins e senhas, poderemos começar.

Nossa primeira atividade com o Blog Coletivo será desenvolvida a partir de uma imagem: "Mulher Chorando com lenço", de Pablo Picasso (1937).




Mostre a imagem para os alunos (você pode clicar para ampiar e imprimir, se preferir).
Peça que olhem com atenção, identificando cores, formas padrões e as sensações causadas durante o olhar. Peça que tomem nota de tudo e retire a imagem.
Agora, proponha aos alunos uma releitura dessa obra. Deixe que os próprios alunos selecionem o formato dessa releitura: outra imagem, texto, audio ou vídeo, assim cada aluno poderá utilizar multiplas habilidades e se expressar da maneira mais confortável.
Dê a eles tempo para que realizem o trabalho. Pode sugerir que levem a releitura na aula seguinte para a publicação no blog.

Na segunda etapa, após a publicação das releituras, peça que todos leiam tudo o que foi publicado. Sugira que os alunos se separem em grupos, se auto-organizando por semelhança (ex. grupo dos que se sentiram tristes com a imagem ou grupo dos que gostaram das cores). Deixe que eles encontrem os pontos em comum com os outros colegas. Nessa etapa, você estará fomentando a organização de uma rede social por interesse. Cada aluno estará se sentindo confortável dentro de um grupo com as mesmas opiniões. Peça que eles conversem sobre a obra e porque se organizaram juntos. Após a discussão, elimine a zone de conforto e mescle os grupos. Peça que elaborem uma releitura grupal.
Deixe que discutam sobre suas releituras individuais para montar uma nova releitura em grupo, com diferentes pontos de vista.
Peça que os grupos publiquem no blog mais uma vez.
Após a publicação, peça que cada um analize sua releitura individual e a compare com a releitura do grupo, ressaltando as diferenças.

Essa é uma sugestão do uso do Blog. Logo teremos outras.
Lembre-se: Para a publicação de audio e vídeo, publique primeiro no YouTube e coloque no blog o "embed". (Com certeza seus alunos não terão dificuldade!)
Ah, lembre-se de aproveitar essas oportunidades na sala de informática para aprender com eles também!

Se tiver dificuldades, deixe aqui um comentário que eu ficarei feliz em ajudá-lo!

domingo, 21 de junho de 2009

Twitter - WEB 2.0 em sala de aula


Continuando a série de Dicas para professores, estou abrindo uma nova série de web 2.0 na escola. A partir dessa postagem, publicarei execícios usando ferramentas como twitter e Blogs direcionados para alunos do ciclo II, lembrando algumas coisas:
1 - Boa parte dos alunos já conhece ou usa essas ferramentas. O que vale aqui é o "como usar" e "para que". Aqui entra a parte pedagógica que deve ser planejada por você, professor.
2 - Todos os exercícios podem ser aplicados a outros temas de sua escolha. Para isso, é importante que você se aproprie dessas ferramentas, conhecendo seu potencial e as características que as diferenciam.
3 - Lembre-se sempre de que essas aulas devem ser divertidas!

Começaremos com o Twitter, que nada mais é do que uma comunidade onde cada usuário possui um mini-blog com seu perfil e visualiza dentro de seu próprio perfil as mensagens dos amigos e as próprias. O interesse principal é "o que você está fazendo agora?".
Claro que, para efeitos pedagógicos não tentaremos responder a essa pergunta. Usaremos essa ferramenta para trocar informações de forma resumida, pois cada postagem pode ter apenas 140 caracteres.
Usaremos essa ferramenta, nesse primeiro exercício, associada a vídeos do YouTube com o intento de fomentar o debate entre os alunos e desenvolver o poder de síntese.

Em primeiro lugar, todos devem se cadastrar no twitter, inclusive você, professor. Para isso, criei um tutorial básico que será o suficiente para trabalharmos.



Lembre-se de cadastrar os alunos e pedir para que cada um, após se cadatrar, escreva o nome de usuário num papel, assim todos poderão achar uns aos outros mais facilmente (assim como você, pois é importante que você acompanhe o exercício pelo seu perfil)

O tema sugerido para esse primeiro exercício é a DITADURA MILITAR NO BRASIL.
Contextualize o tema com a classe ainda em sala de aula. Explique o que é a ditadura e compare-a com a democracia.
Na sala de informática, passe o link seguinte para que eles assitam ao vídeo : http://www.youtube.com/watch?v=g8v5twPc-io

Disponibilizo o vídeo para que você o assista agora e já comece a se planejar.



Depois de assistir ao vídeo, a classe deverá acessar o twitter (www.twitter.com) e resumir o vídeo em 140 caracteres. Eles poderão fazer quantas postagens quiserem, desde que uma não continue a outra. A ídeia principal é que tudo seja resumido em 1 postagem. Cada postagem pode dar ênfase a um contexto diferente, mas deve ser completa. Assim trabalharemos a compreenssão da imagen e da letra da música associada ao momento histórico e o poder de síntese permeará tudo isso. Além disso, um aluno verá as postagens dos outros. Incentive que eles se comuniquem pelo twitter falando sobre as demais postagens da sala para que todos percebam os diferentes pontos de vista e as diferentes análises de um mesmo vídeo.

Esse exercício pode ser utilizado para qualquer tema. Seja criativo e se divirta com sua turma!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Como evitar trabalhos Plagiados?


Já trabalhamos anteriormente as buscas na Internet com os alunos através de um exercício de pesquisa e reconhecimento de fontes, bem como o uso de palavras chaves.
Agora é a vez de trabalharmos o professor.
Antes de mais nada, é importante mudar a mentalidade sobre trabalhos escritos x trabalhos impressos. Muitos afirmam que, mesmo que o aluno copie as informações da web ou de livros, à mão, ele estará aprendendo porque estará lendo e reproduzinho e dessa maneira estará absorvendo informação, enquanto com o trabalho impresso, o aluno poderá usar recursos de copy/paste sem ler o conteúdo, absorvendo nada.
A afirmação é válida, mas não resolve o problema por alguns motivos:
  • O conteúdo do trabalho impresso, havendo copy/paste ou não, deve ser lido pelo aluno. Isso é o que constitue a pesquisa (procurar diversas fontes, refinar seu conteúdo, abordar o assunto de acordo com a solicitação e escrever a pesquisa final). Dessa forma, sabemos que muitos alunos copiam textos à mão sem lê-los na íntegra e sem prestar atenção, também absorvendo nada.
  • O fato do trabalho ser escrito manualmente, se copiado, também é plágio e o conhecimento desse comportamento por parte do aluno irá contribuir para a formação de seu caráter.
  • Adolescentes são nativos digitais e não conseguem imaginar a vida sem a tecnologia que os cerca. Giz e lousa, assim como papel e caneta, representam o passado e cheiram a naftalina. Dessa forma devemos aproveitar e compartilhar dessa mesma linguagem nos apropriando e adequando ao ciberensino.
Tendo isso em mente, você pode deixar que seus alunos entreguem trabalhos impressos, afinal, de qua adianta escreverem à mão se, no primeiro emprego, eles terão que lidar com o computador? Além de alfabetizar, temos que alfabetizar digitalmente. Lembre-se: analfabetos digitais fazem parte dos excluídos, e não é isso que você quer para seus alunos.
Você, professor, é o agente dessa mudança. É através da sua atuação que seus alunos irão utilizar as ferramentas digitais da maneira mais eficiente.

Vamos então às dicas:
  1. Em primeiro lugar, trabalhe com seus alunos a questão do Plágio. O que é e porque é crime. É importante fazê-los entender que não há diferenciação entre roubar artigos ou roubar conteúdos. Alguem está sendo lesado. Para isso, você pode utilizar a definição de plágio da wikipédia. O ideal é que essa aula seja um debate. Você pode instigar os alunos com questões do tipo: "se você roubar um shampoo no mercado, quem é lesado?" e "se você copiar um texto da internet, quem é lesado?", "qual a diferença entre esses dois crimes?".
  2. Tendo trabalhado essa questão, explique as diferenças entre o plágio e a citação de parágrafos indicando a fonte. É importante ensiná-los a referenciar suas fontes de pesquisa, inclusive para as citações. Para isso você pode usar as normas de citação bibliográfica da ABNT: (clique para ampliar a imagem)









Agora peça os trabalhos! Quer dicas para a hora da correção? Vamos lá:
  1. Leia o trabalho. Veja se a linguagem é compatível com a linguagem daquele aluno. Para reconhecer essa linguagem é ideal que você permita trabalhos impressos apenas a partir do segundo semestre, assim conhecerá o potencial de cada aluno e sua maneira de escrever. Esse é o primeiro passo para deter o plágio. Se a linguagem está ok e é compatível com aquilo que você recebeu desse mesmo aluno durante o primeiro semestre, dê sua nota. Se a linguagem apresentar diferenças perceptíveis, siga para o passo 2.
  2. Selecione um parágrafo onde você acha que haja o plágio. Digite a frase no google (frase completa) e faça uma busca. O google é ótimo para achar frases dentro de qualquer site. Faça isso com algumas frases em diversos parágrafos do texto. Se achar correspondência em sua busca, ipisis litteris, BINGO! Achou um trabalho plagiado!
  3. Converse com o aluno. Não o repreenda. Apenas reforce que ele tem potencial e que você sabe que ele pode fazer um bom trabalho sem plagiar. Aceite que esse aluno refaça o trabalho e explique que a nota do primeiro trabalho não será computada se ele reescrever. Assim ele aprenderá que o crime não compensa!
Espero que essa postagem seja útil!
Bom trabalho!

domingo, 10 de maio de 2009

Como trabalhar as "buscas" na Internet com alunos?



Nessa semana que passou, recebi a nova edição da revista Nova Escola (assunto de capa: Prova Brasil). Além da reportagem principal que, a propósito, me deixou meio irritada, pois ensina aos professores como preparar os alunos para uma prova que deve medir os índices do ensino básico (ou seja, ensina aos professores como burlar os índices, pois se os alunos necessitarem desse preparo para a prova, significa que a educação, desde a primeira série, deixou lacunas - vantagem é que as ações podem ser aplicadas a partir de agora por todos os professores), há uma máteria bem interessante sobre como as crianças pesquisam conteúdos na Internet.

O trecho chocante da mátéria segue transcrito, ipsis litteris:
"Pesquisa divulgada no mês passado mostrou que 63% dos estudantes brasileiros dizem que o lugar mais habitual para acessar a internet é a escola. Porém, esses mesmos jovens afirmam que metade dos professores não utiliza, nem recomenda a Rede. E apenas um em cada dez entrevistados aprendeu a usar a ferramenta com um educador."
Será que fica tão evidente o problema para você, leitor, quanto para mim?
Revendo o problema: os alunos acessam a internet na escola. Professores não recomendam a rede para pesquisa. Os alunos aprendem a usar a ferramenta sozinhos.
Problema real: os professores não confiam na internet como bibliografia para pesquisas e trabalhos de alunos porque não confiam na capacidade deles para encontrar informações confiáveis, uma vez que aprendem a usar a ferramenta sozinhos, e também não os ensinam pois tem consciência de que, provavelmente, os alunos sabem mais sobre computadores e seus recursos do que ele próprio.
Tendo isso em mente, preparei uma atividade para trabalhar as buscas na internet com os alunos, pois as dicas da reportagem são um tanto vagas:

1. Deixe claro para os alunos o motivo do trabalho - Como buscar informações na Internet;
2. Apresente as ferramentas de busca (Google, Cadê, Yahoo!...). Apresente também a possibilidade da busca direcionada em bases de dados de estatísticas, como IBGE e outros.
3. Deixe que os alunos se organizem em grupo e peça para que escolham um tema de sua preferência para trabalhar (com certeza eles escolherão assuntos sobre os quais já tem algum conhecimento, assim saberão distinguir fontes incompletas ou incorretas);
4. O trabalho deve ser uma pesquisa, que não deverá ser entregue. A parte que deverá ser entregue irá se referir a pesquisa em sí, segue roteiro:

  • Fontes pesquisadas (site e data de acesso) - listar os sites.
  • Que tipo de informação foi encontrada em cada fonte?
  • Houve fontes com informação incompleta? Quais e o que faltou?
  • Qual a fonte com informação mais completa? Qual o critério do grupo para selecionar essa fonte?
  • Houve buscas de imagem? Como as imagens foram encontradas?.
  • Quais as palavras chave que o grupo usou para realizar a busca?
5. Com o trabalho pronto, peça que os grupos troquem os trabalhos entre sí.
6. No item das palavras chaves, peça para que os grupos insiram novas palavras pelas quais buscariam para aquele assunto (assim poderão perceber que as palavras mudam de acordo com a abordagem do tema escolhido, ou seja, para um mesmo tema poderão existir inúmeras palavras, dependendo do foco).
7. Para finalizar com a classe, faça um debate sobre: "O que é importante para definir uma fonte boa para pesquisa - design do site, conteúdo, nome do portal ou escritor do texto?"

Lembre-se de comentar na sala que o design pode transmitir confiabilidade, mas é importante saber que escreve ou quem é citado como referência. A internet, como ferramenta de troca de informações e comunicação, irá replicar e comentar assuntos já publicados em jornais, livros e outras mídias, por isso é importante ir a biblioteca também, pois assim você poderá ter referências confiáveis e cruzá-las com sabedoria é a chave!

Mais dicas na matéria integral: As busca via Internet - Nova Escola, maio de 2009.

domingo, 3 de maio de 2009

Neopets - Super Fun Learning


Um ano e meio atrás, estudando portais da Web para desenvolvimento de um portal infantil, descobri o Neopets.
Nada demais... Um portal em HTML, bem simples e roda bem em qualquer máquina. Isso foi o que pareceu quando me registrei e criei meu bichinho virtual (tipo um tamagochi). Até então, achei que tudo se resumia a criar seu bichinho: alimentá-lo, brincar com ele... uma impressão que acabou no final da primeira semana de experiência.
Fui navegando e descobrindo milhões de possibilidades... Dá para ganhar neopontos (dinheiro de Neopia, o mundo dos neopets) e com eles comprar comida, roupas, brinquedos para seu neopet. Além disso, você pode investir seu dinheiro na bolsa de valores de Neopia! Surpreenda-se, em Neopia há inflação!!!
Você também pode se tornar um investidor mais seguro, colocando seu dinheiro na poupança do banco e recolhendo os juros diariamente.
O portal conta com mais de 100 jogos que desenvolvem raciocínio, cognição, habilidades motoras e ainda jogos educacionais onde você pode diferenciar a grafia das palavras ou trabalhar as 4 operações básicas.
Você também pode ter uma casa e comprar móveis para decorá-la. Pode também abrir uma loja para vender artigos e ganhar dinheiro.
Existem campeonatos de jogos esporádicos que valem prêmios em artigos e em neopontos.
Plots são lançados anualmente e são muito bem bolados. Sempre há uma história por trás e vários enigmas a serem desvendados para chegar ao final. São enigmas complexos que envolvem raciocínio, habilidade e destreza... Realmente difíceis para os menores, já que eu, como adulta, demorei quase 1 mês para solucionar o último, consultando outros sites, claro.
Existem também as Quests (buscas). São diversas e, em sua maioria, coordenadas pelas fadas de Neopia que, em troca de artigos específicos, recompensam seu bichinho com habilidades para as lutas que acontecem na arena de batalha.
Acho que é óbvio porque o portal tem 170.051.679 usuários de diversos países... Impressionante mesmo é saber que muitos usuários são adultos! Se perguntam como sei disso, certo? Pois é... Existem também guildas, comunidades formada de acordo com os interesses, e na maioria, são guildas de adultos!
Bom... Um ano e meio brincando e me tornei uma viciada! Em festas infantis, sou a atração das crianças, pois partilho do mesmo mundo sem vergonha... Temos muito em comum, principalmente a linguagem.
Recomendo a todos os professores e pais que visitem www.neopets.com.br e se registrem. Percebam que mundo maravilhosos de aprendizado existe para seus alunos e filhos. Explorem esse novo universo e incentive que suas crianças também o façam. É um lugar seguro na rede e, enquanto seu filho estiver navegando lá, com certeza ele vai estar desenvolvendo habilidades brincando!
Neopets é Super Fun Learning!!!
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